200 mil euros para melhorar a água de 1,2 milhões
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Com a colecta da taxa de recursos hídricos, a região Norte conseguiu atingir, em 2008,cerca de 1,4 milhões de euros. Deste montante, 200 mil serão investidos na protecção das origens de água de oito concelhos do Minho.
Desta forma, com o protocolo - que visa o desenvolvimento de projectos de origens de água para o consumo humano -, assinado ontem, no Porto, entre a administração da Região Hidrográfica (ARH) do Norte e a Águas do Cávado, sairão favorecidos um milhão e duzentos mil habitantes dos concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Caminha, Fafe, Monção, Paredes de Coura, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.
Na prática, com este projecto "significa que o cidadão comum, tendo uma origem de água protegida, fica com a certeza que terá água na torneira com melhor qualidade", explicou, a Lanhoso Tv, António Guerreiro de Brito, presidente da ARH do Norte.
O mesmo responsável sublinhou que a parceria entre o organismo que dirige e a Águas do Cávado "está prevista ser desenvolvida durante cerca de seis meses a um ano", prevendo gastar nesta acção cerca de "200 mil euros".
"Estamos a cumprir um objectivo que já se falava há 20 anos. O que é certo é que, com as taxas de recursos hídricos da região Norte, alcançou-se um fundo de 1,4 milhões de euros. Ora, esse dinheiro que a Águas de Portugal nos ajudou a colectar será devolvido em projectos concretos como este", reiterou o presidente da ARH do Norte, durante a assinatura do protocolo.
"Quanto maior for a qualidade de água na origem, menor será o tratamento que é necessário dispensar. De uma certa forma, será ter água na sua forma mais pura", acrescentou António Guerreiro de Brito, valorizando "o relevo" que tem este protocolo, uma vez que "vai salvaguardar o abastecimento de água a cerca de um milhão e duzentos mil habitantes".
Da acção que envolve oito concelhos da região Minho, e onde serão investidos 200 mil euros, farão parte várias captações, de onde se destaca a que será realizadas no rio Cávado, na freguesia de Areias de Vilar, Barcelos, onde serão beneficiados 600 mil habitantes.
Outros dos projectos de protecção de origens de água para o consumo humano vão ser levados a cabo em Monção, no rio Minho, promovendo a acção na freguesia de Troporiz (abrangendo cerca de 54 mil habitantes). Também será beneficiado o concelho de Fafe, com captações no rio Vizela (50 mil habitantes) e em Vieira do Minho, na freguesia de Campos (30 mil habitantes).
A freguesia de Travassos, na Póvoa de Lanhoso, e as freguesias de Vilar de Mouros e Vila Praia de Âncora, em Caminha, são alguns dos locais onde as captações terão menor impacto.
Ainda assim, serão favorecidos cerca de 15 mil habitantes na Póvoa de Lanhoso e cerca de 17 mil pessoas nas duas freguesias de Caminha.
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